IPVA 2022 terá aumento médio de 22,33% no RS, caminhões estão entre os mais afetados pela elevação

O país enfrenta uma forte inflação, o real nunca ficou tão desvalorizado desde 1994, quando foi criado. E se você acha que está ruim, em 2022 pode piorar, já que taxas e impostos podem aumentar, como é o caso do IPVA 2022.

A coluna de Giane Guerra em GZH publicou, nesta quinta-feira (18), informação sobre as perspectivas de aumento no IPVA no estado. A coluna teve acesso à tabela oficial da Fipe. Ela traz as médias a partir dos preços registrados no mercado em outubro. 

O valor a ser pago em IPVA do Rio Grande do Sul terá um aumento médio de 22,33% para 2022. A maior alta será para caminhões, de 25,28%. Já para automóveis de passeio, a elevação será de 21,63%. 

De acordo com a colunista, não houve alteração nas alíquotas do imposto, mas, sim, uma elevação nos preços usados no cálculo. A tabela da Fipe traz o preço de mercado e é usada de referência para vários negócios além do cálculo do IPVA. 

Médias por tipo de veículos:

Automóveis: +21,63%

Caminhonetes e Utilitários: +23,54%

Caminhões: +25,28%

Ônibus e Microônibus: +14,48%

Motos e Similares: +23,13%

Motor – Casa: +10,03%

Os prazos e condições de desconto costumam ser divulgados pela Receita Estadual no início de dezembro. Leia aqui a reportagem completa, em GZH.

Como calcular seu IPVA

Se você quer saber quanto terá que desembolsar no próximo ano, basta verificar o valor da Tabela Fipe, somar à alíquota aplicada no seu estado e dividir por 100. Por exemplo:

Um veículo que possua o valor de R$ 30 mil e tenha alíquota de 4% no caso de modelos flex em São Paulo, a fórmula será a seguinte:

30 mil x 4 = 12 mil / 100 ­= R$ 1.200

Dessa forma, o valor do IPVA será de R$ 1.200 no ano de 2022.

Confira a seguir as porcentagens cobradas em todas as unidades federativas do país:

EstadosPorcentagem
São Paulo4%
Rio de Janeiro4%
Minas Gerais4%
Goiás3,75%
Distrito Federal3,5%
Mato Grosso do Sul3,5%
Paraná3,5%
Alagoas3%
Amazonas3%
Amapá3%
Pernambuco3%
Rio Grande do Norte3%
Rio Grande do Sul3%
Roraima3%
Bahia2,5%
Ceará2,5%
Maranhão2,5%
Pará2,5%
Paraíba2,5%
Piauí2,5%
Sergipe2,5%
Acre2%
Espírito Santo2%
Mato Grosso2%
Rondônia2%
Santa Catarina2%
Tocantins2%

O aumento nos preços dos carros novos e usados tem como motivos a redução dos estoques de componentes necessários para sua produção, o aumento no custo da matéria-prima e a alta no custos com transportes. Ao lado da queda na demanda, esses fatores impulsionaram os preços.

Com informações de: Setcergs, GZH, Isto é dinheiro e Garagem 360.